O mundo encantado de JC

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Genesis

Julho 12, 2007 · Nenhum Comentário

Palco

Tem vezes que a gente nao posta porque nao esta acontecendo nada… Tem vezes que a gente nao posta porque estao acontecendo coisas demais.

Por exemplo: “Turn it On Again”, Show do Genesis, 08.07.07, em Twickenham. Aquele pelo qual eu e Felipao esperamos 15 anos.

Tenho que ir… Abracos!

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Acabou o MBA

Julho 7, 2007 · Nenhum Comentário

Foto © Denise Neves, 06.07.07

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Churras brasileiro

Junho 18, 2007 · Nenhum Comentário

O churras brasileiro ontem na escola estava excelente.

Carne da melhor qualidade, importada da terrinha, linguiça boa, corações de galinha, caipirinha e brahma, 150 convidados. Os gringos se deliciaram com a nossa maneira de fazer carne, e se deliciaram com a nossa maneira de fazer música – JC ajudou na montagem da trilha sonora.

O interessante era ficar traduzindo as letras das músicas para o pessoal: “To liiiive, and not to be ashamed to be happy… To siiiing, the beauty of being an eternal apprentice”, e por aí vai.

Foi bom que o pessoal agora entende melhor o porquê de eu sentir tantas saudades de casa… Tinha muito gringo querendo se mudar pro Brasil depois do churras…

(Fotos - panoramica do jardim frontal da LBS, JC & Yosra, JC & Armando, Yosra & Felipe Vivacqua)

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(Toca o telefone, número desconhecido, fixo do interior da Inglaterra, JC atende)

Junho 13, 2007 · Nenhum Comentário

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“Good morning! Is that… er… sorry I can’t pronounce your name…”
“Yes, that’s me then… João.”

Ser um João no Reino Unido é engraçado. Ao longo da minha vida eu me acostumei a ter um nome comum e fácil. Quantas vezes no Brasil já ouvi alguém falar João, me virei para atender e percebi que não era comigo. O nome comum virou uma daquelas características pessoais meio imutáveis, como a altura ou a cor da pele.

Olhava para pessoas de nomes estranhos, Ariadnes e Ubiratans da vida, e imaginava como era a vida delas tendo nomes como esses. A vinda para a Bretanha me transformou num deles.

A principal vantagem de ter um nome diferente é que as pessoas se lembram mais fácil de você. Tanta gente com quem falei uma ou duas vezes na vida, e não faço idéia quais sejam seus nomes, passa por mim e solta um “Hey, João”, que eu respondo com um simples “Hey”…

O principal perigo de ter um nome diferente é você virar um cara tão estranho quanto o seu nome. As pessoas de nome incomum precisam de um pouco mais de tempo que as outras para provar que são pessoas normais, apesar do nome.

No meu caso, eu tento explicar que meu nome nada mais é que a versão portuguesa de “John”, que é nome de apóstolo, que é dos nomes comuns em qualquer língua. Que além do horizonte existe um lugar onde esse nome se sente em casa e é tão corriqueiro que a maioria dos Joões precisa ter um segundo nome para se diferenciar (o que, alás, é o meu caso).

Por fim, ter o nome João aqui tranforma você no mais brasileiro dentre os brasileiros. Não tem como disfarçar. Carrego comigo o legado de tantos outros Joões que fizeram história. Tenho que fazer jus ao nome que tenho, não posso desonrar o nome e decepcionar toda uma nação de xarás.

(a foto e de 02.12.05, gentilmente roubada do flickr de Denise Neves)

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Está chegando o verão…

Junho 10, 2007 · 1 Comentário

O sopro quente nas suas bochechas, o cheiro de piscina no ar (mesmo não havendo nenhuma por perto), o vestir casual revelando a beleza das pessoas.

O pessoal daqui fica alucinado com um mínimo de sol e calor.

No começo eu achava estranho, na hora do almoço todo mundo saindo dos escritórios para comer, ler um livro, ou simplesmente ficar deitado, no gramado da praça mais próxima. Pareciam pinguins.

Hoje eu os entendo. Depois de encarar 2 invernos bretões, desses que não parecem acabar nunca, voltando para casa sob uma garoa incansável e um vento gelado que atravessa todos os seus casacos até esfriar sua alma, eu os entendo.

Estações do ano só podem ser uma invenção dos Europeus, que o Brasil adotou com uma resignação colonial. As estações no Brasil (ou pelo menos da parte do Brasil que eu conheço) são outras. Em São Paulo, tem uma época de chuvas (o “verão) e tem o resto do ano. No “Inverno” paulista, até que faz frio uma semana ou outra, mas logo depois a inversão térmica traz o verão de volta (o “veranico”).

O Brasileiro, exceto talvez aquele que vive nas serras gaúchas, não sabe o que é o inverno. Não sabe o que é passar 9 meses desejando um diazinho só de tempo bom, sol e calor para poder pegar uma praia, fazer um churras no quintal ou jogar um futebolzinho de shorts.

E, por não saber o que é o inverno, o brasileiro também não sabe o que é o verão. Não festeja com a sofreguidão necessária a bênção divina de ter um tempo agradável na maior parte dos dias.

Um brinde ao verão, então. Um brinde ao sopro quente nas bochechas. Um brinde ao cheiro de piscina, mesmo que não haja nenhuma por perto. Um brinde ao vestir casual que revela a beleza e a personalidade das pessoas.

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