Essa frase resume os acontecimentos da semana. Cravada por um homem que segue seu caminho inevitável, como todos nós. Mas essa frase, seu autor, e seu momento incitam profunda reflexão.
Os acontecimentos da semana mostram que a frase acima não poderia ser dita em momento mais apropriado. Na terça a Simone (filha do autor) anuncia à família a chegada de mais um rebento, do qual eu serei o padrinho. Na sexta, a Norméa (mãe do autor) finalmente sucumbe às sequelas da doença de Alzheimer e falece no Rio de Janeiro.
Ambos os eventos já eram aguardados, mas quis o destino novemante brincar conosco e deixá-los acontecer no mesmo momento. Como que para nos mostrar a brevidade de nossa passagem pela vida, e nos lembrar que o nosso encontro com a morte se aproxima sem haver nada o que possamos fazer para evitá-lo.
A frase em si não revela nenhuma sabedoria superior, mas é a expressão clara de uma encruzilhada na vida. Vão-se os avós, vêm os filhos, vão os pais, vêm os netos, vamos nós. E a morte é a linha vermelha que o tempo vem trazendo cada vez mais perto de nossas cabeças.
E com isso tudo em mente, só me resta desejar a todos que façam o melhor do pouco tempo que a vida nos dá, para que possamos partir em paz quando chegar a hora.
E aproveito aqui para homenagear meu pai, meu guru, meu mentor, protetor, professor, irmão mais velho, a luz que me guia pelos caminhos escuros dessa vida. Homenagem se faz em vida. Como queria estar aí para poder entender melhor essa difícil reflexão que a vida te impõe. Segue o teu caminho, pois a vida ainda lhe reserva surpresas maravilhosas. Um monte delas. E o teu legado já está aí, cada bez mais forte, dando a ti uma nova vida através das pessoas que, como eu, recebem a dádiva de conhecê-lo.
Um beijo para a minha avó, um beijo para o meu pai, um beijo para a minha sobrinha (será menina de acordo com o Gustavo). Estamos todos juntos nessa viagem sem sentido rumo à morte.




